quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

rap/end

 Um livro com capa bonita pendurado na estante junto com os dias que me sento e ouço.

paranoid

a sede aplaca a fúria sobre a seca do desconhecido que cicatriza pelas vísceras desses corpos encolhidos na tarde

mais simples é tomar o sol, simplesmente como um trunfo e não infortúnio dos desabrigados

atrás das pulgas as orelhas saltam os urros, gritos e janelas que carregam o fim do mundo

o editor não viu isso, deixou passar, assim, como quem mastiga o milho não-pipoca

gruda tudo no céu

da boca

tem tudo uma resposta

fugas das vias

de fatos

construção

destroço

caroço estranho no pescoço

que pulsa

como quem diz

final feliz.

primeira parte do todo