Um livro com capa bonita pendurado na estante junto com os dias que me sento e ouço.
paranoid
a sede aplaca a fúria sobre a seca do desconhecido que cicatriza pelas vísceras desses corpos encolhidos na tarde
mais simples é tomar o sol, simplesmente como um trunfo e não infortúnio dos desabrigados
atrás das pulgas as orelhas saltam os urros, gritos e janelas que carregam o fim do mundo
o editor não viu isso, deixou passar, assim, como quem mastiga o milho não-pipoca
gruda tudo no céu
da boca
tem tudo uma resposta
fugas das vias
de fatos
construção
destroço
caroço estranho no pescoço
que pulsa
como quem diz
final feliz.