Carregam os corpos pelos apartamentos pintados de branco com venezianas nas janelas, em Marte continua tudo calmo diz o noticiário. Os hábitos continuam a carregar os velhos homens ao salão da barbearia nas margens do bairro, acontece assim, um começa e outro termina, a conversa.
Tem ainda quem prefira ler os jornais na parte de fora da banca, enquanto toma um café ou fuma um cigarro, o sofá foi vendido, dois anos na entrada da loja.
Marte até parece um deserto, submerso em um mar sem água, procuram vida por lá, por aqui ainda tem fila para receber uma cesta básica que seja, para matar um fome qualquer.
Os apartamentos continuam anunciados, todos pintados, tinta acrílica fosca, até tentam ter bom gosto, mas essas venezianas verdes...
No salão do barbeiro, tem jornais no couro da poltrona de quem espera vagar a navalha, tem espelhos e um piso frio impecável.
Acontece sempre assim, de repente você está dirigindo em uma tempestade ouvindo uma música no rádio e isso já basta.
Os corpos sempre carregados, as paredes pintadas e os sofás vendidos. de repente um mergulho em Marte e tudo basta.