A Temperança passando um café
o meu subterrâneo
a natureza larga das coisas
coloco tudo no bolso da calça e tomo um táxi
como quem carrega a tarde nos braços.
Ouço as crianças e suas certezas de precipícios
suas verdades muros de papelão
acho o ponto exato do absurdo
rabisco o futuro na mesa-flor do quintal.
Pago o motorista, aguardo o troco
espero o sopro
pé de vento.
Deixo a porta aberta porque sempre termino as coisas no meio.
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