Aos avessos trocados, os dias santos em vão, a parte que toca o todo\\ lembro
a outra face, lendo esse pesado volume essa hora já estavam mastigando os privilégios\\ cacos e moedas
aqui colidem no balanço do corpo\\ remédios precisos engulo deixo para depois, sem a senha do banco 3 letras que esqueci ou nunca soube, engasgo a fila e em looping sigo os comandos que se repetem querendo saber 3 letras que não sei\\ sem dinheiro\vivo\vem o segurança me esvaziar do caixa eletrônico
é véspera\feriado\fim de mês\ os jornais ainda tentam falar comigo, suspenso no intervalo do almoço\parto
executo\\ a nuvem acumula todas as vestes do dia\ tento o núcleo ou um novo corte de cabelo\\ expurgo os ódios num rabisco 9b apontado com lâmina de estilete cego, o poeta António Dacosta nasceu em Angra do Heroísmo\ a cal dos dias decompostos acidifica o solo daqui, de onde parto\\ o poeta António Dacosta escreveu:
" a águia do Vaticano
Sobrevoa a minha cabeça
Enche-me da sua graça
Dessas estamos à espera..."
Apito alarme desmembro o Casio no pulso direito\\ transversal também engarrafada, somo o troco com o valor das coisas sem dimensão\\tranco sinal vermelho, olho sem tocar na paisagem\\ declina a cadeira e pestaneja
que assim seja.