quinta-feira, 18 de junho de 2020

0.4

Ainda sobre a relva da cidade\ caminho por pequenos paraísos\
cruzo com futuros astronautas \
e decolo \
A boca tubarão arranca o sonho\
os silêncios voltam.
Ainda sobre a relva da cidade\ diante da modernidade
dos tempos ocos\
O flerte com a vida\
é pouco\
quase torto
e por isso paro
me deito no jardim\
sobre essa relva da cidade.
estamos todos colados nesse chumbo\
enfeitando o mármore com palha e ateando fogo nos desvios.
engulo um desespero mas tropeço e grito\
acordando os pássaros que estavam aqui esse tempo todo sobre a relva da cidade.

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