Rever os muros
desver tudo o que habita o entorno
ver só as formas
que marcam as simetrias que o homem cria para disfarçar a beleza do acaso.
desmonte
desmontar
os óbvios erguidos nesse arranha-céu fundado na lama.
num sonho desses estranhos que fico com preguiça de anotar e depois tento lembrar
lembrei também da dor, do meu cálculo renal
cama fria do hospital e remédio que desfoca a visão
na veia.
direto na corrente sanguínea
onde tudo ocorre.
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