domingo, 13 de setembro de 2020

SETEMBRO.

 Rever os muros

desver tudo o que habita o entorno

ver só as formas

que marcam as simetrias que o homem cria para disfarçar a beleza do acaso.

desmonte

desmontar

os óbvios erguidos nesse arranha-céu fundado na lama.

num sonho desses estranhos que fico com preguiça de anotar e depois tento lembrar

lembrei também da dor, do meu cálculo renal

cama fria do hospital e remédio que desfoca a visão

na veia.

direto na corrente sanguínea

onde tudo ocorre.


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