Os sons tilintando
quase verbos
mas com traços estáticos
que apenas vibram
discretamente.
na entropia
entorpeço
peço uma coca-cola
eu tomo
anoiteço.
os números romanos
o iogurte grego
o céu é para todos
somos isso.
somos
trem.
subúrbio em marcha
com sangue no olho
e loção pós-barba.
lembrança que não desce
marujos observando a tempestade chegar
na calmaria.
Divido o bolo de laranja
reparto
cada fatia, um monumento erguido
no altar do seu prato
o sacrifício do fubá
consumamos os fatos.
As roupas se jogam do varal
no vento quente de abril
que arremessa os pensamentos contra os muros
de sonho.
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